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A estatística é uma ciência exata, ainda que lide apenas com probabilidades. Já a política é o território do improvável, a arte do inexato.
Existe no cálculo das probabilidades uma medida que define o grau de dispersão estatística em relação à média. É o chamado desvio padrão, um dado importante para sabermos a homogeneidade dos resultados.
Falta instituir, na política, o desvio patrão, ou seja, o desvio motivado pela obediência a padrões ideológicos de pensamento.
A última pesquisa Ibope revelou o tamanho desse desvio, ao silenciar certa midia que comemorava a aproximação das intenções de Dilma sobre as de Serra. No meu artigo de domingo no Jornal Pequeno denunciei o “estridente silêncio” que tomou conta de certos setores de opinião ao não verem confirmadas suas hipóteses. Veja em http://www.jornalpequeno.com.br/2010/2/20/dom-de-iludir-136845.htm
Ficou claro que Serra é muito mais duro na queda do que gostariam seus adversários. E que, analisados os números nos seus cruzamentos, brotam informações valiosas que mostram que caminhamos para uma eleição verdadeira, e não um plebiscito ou mero julgamento de governos passados.
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